VIRTUDE POLÍTICA CONCEITUAL

Virtude política conceitual: segundo dizem, Maquiavel definiu virtuosismo como talento, criatividade e a disposição das lideranças de atender ao chamado de seu tempo e se mostrar à altura dele.

Introdução

Em termos abstratos até podemos aceitar esta definição de virtude política como ponto de partida para discussões mais abrangentes que venham delimitar os limites da ética, da moralidade e da lei ao mesmo tempo em que se deixam de lado todo o interesse individual ou corporativo e se trace uma linha reta que possa ser conferida e fiscalizada por todos os envolvidos na aplicação da definição, não somente aqueles que se empenharam em que determinado projeto fosse aprovado segundo tais diretrizes que atendem à um determinado chamado cumulado com a forma pela qual este chamado será respondido, mas, e principalmente, aqueles que serão influenciados pelas decisões emanadas da pretensão inicial, como também aqueles que irão pagar a conta de forma indireta.

Efeitos

Em função da problemática criada pelo gigantesco aumento populacional nos últimos 50 anos, a sociedade brasileira colecionou centenas, talvez milhares, de situações que se enquadram no axioma formulado por Maquiavel no tocante ao “Atendimento ao Chamado”, e em torno dele, concentraram-se milhares de líderes e pseudo líderes, todos tentando demonstrar serem detentores das qualidades necessárias para atender o chamado social [necessidades básicas da sociedade] e que preenchiam as condições de se mostrarem à altura destes chamados, ou seja, possuir a virtude política necessária.

Criaram-se dicotomias neste processo de atendimento pois Maquiavel não descreveu quais eram as condições que comprovariam que o líder estava à altura de responder ao chamado, e da mesma forma, Maquiavel deixou de descrever como a sociedade iria comprovar se determinado líder que se dizia deter a disposição, havia entendido realmente qual era o chamado e como ele deveria ser atendido, resolvido, satisfeito.

Ocorreu a proliferação de líderes pretendendo serem detentores do condão mágico contido no axioma de Maquiavel em relação à virtude política e o resultado aí está: à pretexto de se ter virtude política, temos em seu lugar, um país caótico, refém de grandes e pequenos chefes, todos pretendendo serem o pai da matéria e o salvador da pátria, um país movido a resultados desastrosos por todo o país, e os fatos que comprovam diuturnamente onde foram jogados recursos que se esvaíram pelo ralo.

Os depoimentos que estão sendo veiculados pelas Redes de Televisão, de demonstrar a quantas anda o país, está aí para não deixar dúvidas, e, as apurações de desvios apontadas por todas as mídias comprova o registro histórico o qual não podemos desconhecer.

Conclusão

É imperioso destacar que cabe aos cidadãos entenderem a necessidade de se conhecer os detalhes do axioma de Maquiavel quando ele preconiza, de forma abstrata e indefinida que “o virtuosismo é a criatividade e a disposição das lideranças de atender ao chamado de seu tempo e se mostrar à altura dele, e a única forma de se conseguir este entendimento é refletir sobre as mensagens emitidas pelos políticos que recebemos no nosso dia-a-dia.

O presente estudo pretende levantar a atenção dos leitores e fazer com que reflitam sobre as mensagens políticas que ouvimos, entendendo os senões e os objetivos que cada autor pretende conseguir, se é apenas a nossa atenção, se é o nosso voto, ou se são os frutos pessoais, individuais, que a somatória dos nossos votos poderá proporcionar para o pretenso líder caso o seu canto de sereia produza resultado.

Walmir da Rocha Melges em 28.04.2018 versando sobre as Virtude Política Conceitual.

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