Um poema incógnito (à Odete, sua mulher)

Lembro-me, foi em minha adolescência,

Quando algo surgiu em minha mente, uma vidência,

Não era sonho, foi uma real visão.

Foi uma imagem de mulher, que ficou gravado,

No coração e em minha mente, para sempre lembrado,

Que permaneceu em minha memória, por uma intuição.

Aquela imagem para mim, era exceção,

Embora fosse: apenas em minha imaginação,

Mas o que estava em minha mente, era real.

Uma imagem de mulher, que eu não conhecia,

Mas em minha visão espiritual, eu a via,

E era confiante, minha imaginação leal.

Durante anos, meu pensamento procurou,

Até que um dia, meus próprios olhos avistou

Realmente aquela que estava em minha mente, sua imagem.

Não foi uma visão, nem eu estava sonhando,

A vi realmente, a mulher que eu estava procurando,

Foi precisamente real, não foi delírio nem viagem.

E numa realidade inconfundível,

Diante de meus olhos; bem visível,

Surgiu a moça que vivia em minha mente.

E neste impacto de surpresa e alegria,

Que em minha frente neste momento surgia,

Deixou-me surpreso, quase inconsciente.

E, no olhar que recebi, daquela imagem,

Vi realmente que tudo não era miragem,

E que fatalmente eu tinha encontrado.

Uma mulher que para mim existia,

Gravado em minha mente, eu não confundia,

Com outras, com quem eu tinha falado.

E neste episódio, que parece irreal,

Que para mim não existe outro igual,

Que ficasse escrito na história.

Foi uma vidência divina,

Que em minha alma ela confirma,

E ficara para sempre, em minha memória.

Ulysses Melges (Este poema é um fato de minha vida, e não mera composição) Lins, 1970

Aqui meu pai fala sobre a sua espera pelo aparecimento da minha mãe em seu caminho (WRM).

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