TEMPOS NEGROS – O CHICO, A CIGARRA E A FORMIGA

Nestes tempos negros que estamos vivendo, dentre a miríade de vieses que poderíamos agrupar a população brasileira, quero enfatizar, hoje, que independente do credo político, cada um se utilizando do seu livre arbítrio de escolher dentre as opções de direita, de esquerda e de centro, podemos dividir a população em quatro grupos principais.

No “primeiro grupo”, podemos colocar todos aqueles que são autênticos, ou sejam, professam uma fé política com qualidade e responsabilidade [contra ou à favor de algo], o “segundo grupo”, daqueles que são estoicos e não se mobilizam por nada, aguardando o novo tempo chegar, o “terceiro grupo”, daqueles que trocam a coloração e a pele e se movem pelo interesse do momento, e o “quarto grupo”, aqueles que nem sabem porque estão dentro de algum movimento, contra ou à favor [de algo], e se deixam ser utilizados como massa de manobra pela coloração que lhes pague mais.

A maior lição de tudo isto [jogo de interesses] é a ação modernizadora que está grassando e beneficiando a todos em Cuba, onde o interesse atual do Governo Cubano é de aparente abertura dos portos às nações amigas [e ao mesmo tempo faz novos amigos] e de algumas potências, as quais certamente encaram aquele país com um novo destino comercial e de investimento.

Parece que a onda de modernização e afrouxamento das relações, principalmente das culturais, já chegou a este país, mas, como o CHICO para lá não iria mesmo [pois prefere os franceses para o seu “pessoal nada fazer”], agora é que para Cuba ele não vai mais mesmo, pois as “pedras rolando” já chegaram primeiro.

Certamente é muito fácil adotar a posição do menino mimado que diz “se isto ocorrer eu não brinco mais”, que permanecer em um país, continuando a sua vida, muito embora sofrendo as interferências e efeitos do “status quo” de terror e instabilidade [social e antieconômico] dominante. Para crianças, reservamos as palmadas pela birra, e para os adultos acovardados, reservamos o nosso desprezo e os votos de “vá logo e não volte”.

“Viver o país” não é cantar e ir embora, tal qual a cigarra da fábula de Esopo, mas sim, permanecer nele e continuar sua vida, não se importando com a chuva, tal qual a formiga.

Walmir da Rocha Melges – 24 de março de 2016

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