Sindicato dos Contabilistas de Lins – Autos de Recuperação histórica diante da luz dos documentos.

Sindicato dos Contabilistas de Lins: Conto hoje sobre a fundação do nosso Sindicato, como já o fiz em relação a Associação Profissional dos Contabilistas de Lins, servindo este histórico de Autos de Recuperação Histórica diante da luz dos documentos em 27.out.2012, bem como dos fatos ocorridos, tais como eu me lembro deles, uma vez que fui ator protagonista, motivo pelo qual escrevo na primeira pessoa do singular.

Do ideal

O ideal de se constituir o Sindicato dos Contabilistas de Lins, hoje chamados com mais propriedade por profissionais da contabilidade, foi parte dos nossos planos primários quando lutamos e conseguimos promover a transformação da nossa associação, tanto que durante as minhas gestões a frente da associação me preocupei em viajar, participando de muitas reuniões da nossa classe, tais como convenções estaduais e reuniões regionais, levando o nome da nossa associação ao conhecimento do restante dos nossos pares dentro do Estado de São Paulo.

Aqueles primeiros dias, nos idos da década de 1970, foram difíceis pois existia a época muitos que praticavam a concorrência desleal e o fato de eu ter acumulado a presidência da Associação com a de Delegado do CRC SP provocou a concentração de problemas sobre mim, o que somente consegui levar em bom termo por ter tido a ideia de criar, na associação, o cargo de Diretor do Exercício Profissional, que foi muito bem exercido pelo nosso saudoso amigo Orlandinho Correia, que a par da sua sabedoria e paciência possui um tino político e jeito para solucionar casos intrincados.

Então, ficamos naquela época, somente nas intenções e deixamos de lado a ideia de fundação do sindicato, cuidando inicialmente dos problemas domésticos que foram muitos.

Hoje, por ter vendido o meu escritório de contabilidade em maio de 1980, estou longe das atividades da associação e do sindicato, e não tenho ideia se ainda persistem ou aparecem aqueles problemas de concorrência desleal, mas por outro lado, os dias são outros e a própria sociedade e a nossa corporação profissional já impuseram limites que antes nem eram discutidos, e a proliferação veloz e inclemente das exigências legais e fiscais vieram trazer novos ares também na conscientização e responsabilidade da nossa classe.

  • Penso que os dias de hoje sejam melhores e que os problemas de economia doméstica sejam menores.

Naquela época, minha viagens, com o objetivo de colocar a cidade de Lins, melhor dizendo, os profissionais da contabilidade de Lins, dentro do contexto estadual e do reconhecimento das demais entidades corporativas do nosso Estado, foram constantes, e diante da dificuldade de se fixar e receber mensalidades para a associação iniciante, as despesas correram por minha exclusiva responsabilidade e saíram todas do meu bolso, mas o ideal que perseguíamos, eu e meus pares – diretores da associação – em prol de conseguir colocar Lins no rol das cidades com corporativismo contábil era grande e eu não me preocupava com esta parte, nem com o tempo que investi, pessoalmente, nas dezenas de viagens que me levaram a deixar a labuta no meu escritório por longos tempos.

  • Sempre tive em mente que diante dos ideais os problemas se minimizam e assim tal ocorreu.

Sobre o Sindicato

Quanto ao Sindicato dos Contabilistas de Lins, já na década de 90 novamente voltamos ao tema, mas da mesma forma que alguns o queriam, outros pensavam que ele iria substituir ou esvaziar a associação e assim os empecilhos e barreiras eram maiores que as facilidades e então, novamente tivemos muito trabalho, e já nesta fase tive a felicidade de novamente contar com a adesão de uma boa equipe de colegas que vieram somar esforços para dar condições de hoje [início da década 90] termos um sindicato, pequeno na quantidade de profissionais que é limitada aos limites de Lins, mas operante e que já ocupou seu espaço no ambiente corporativo da contabilidade Brasileira.

Acabei exercendo o cargo de presidente por duas gestões, e tal qual já havia feito na associação, também o fiz no sindicato, inserindo cláusula estatutária impedindo uma segunda reeleição, cuidando de que uma só pessoa não se perenizasse no poder e impedisse a renovação.

  • Penso que nossos órgãos de classe devem ser como uma corrida de revezamento, onde cada um cumpre o seu estágio, simples ou duplo e depois dá lugar a outro que possa levar a entidade mais adiante com novas ideias e rumos.
  • Não sei se ainda está ocorrendo desta forma, mas foi o formato que eu fiz questão de inserir nos estatutos de ambas entidades.

Quando escrevi sobre a associação pude discorrer sobre as pessoas, pelo menos a maioria delas, mas agora, sobre o sindicato, não tive o cuidado de guardar cópias dos atos iniciais, que entreguei ciosamente ao meu sucessor, e então estou impedido de falar sobre todos os nomes.

Falarei então sobre alguns e peço desculpas aos demais pelo esquecimento, mas caso queiram fazer o favor de me lembrar, reescreverei novamente esta nossa história conjunta.

Aproveito para agradecer o auxílio dos que estou lembrado, começando pelo contabilista e advogado José Antonio Borguette de Oliveira, que era o meu Superintendente na Garavelo naquela época, e autorizou que eu aplicasse neste projeto – constituição do sindicato – o tempo necessário para que ele viesse se concretizar, e por outro lado, cuidou de que a Garavelo fornecesse boa parte dos recursos financeiros que foram necessários para a constituição e legalização inicial.

  • Da mesma forma, concedeu tempo suficiente para que eu pudesse participar das reuniões que nosso mundo corporativo realizava cada 60/70 dias, nos vários rincões do nosso Estado, com o objetivo de discutir as grandes metas da profissão.

Desta feita não estava junto comigo o nosso amigo Nilson Pinheiro, mas o auxílio dele foi suprido com todas as honras pelo nosso colega e amigo Ariovaldo, que muito lutou ao meu lado, em todas as dezenas de reuniões que realizamos, primeiro para debater a conveniência e forma de criação do sindicato e depois nas reuniões que realizamos aqui em Lins. No início também fazia parte ativa o colega Cássio Baoleo, mas depois por alguns motivos particulares ele se afastou e outros vieram somar esforços que possibilitaram a existência do nosso atual Sindicato.

Terminada a constituição, iniciei minha peregrinação junto da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo, para que aquela entidade de grau superior viesse reconhecer a nossa existência e autorizasse a base territorial que estávamos assumindo, a qual foi reduzida do Sindicato dos Contabilistas de Bauru, o qual detinha como base territorial, naquela época, uma extensão que terminava nas barrancas do Mato Grosso do Sul.

Compareci de início em uma Convenção Estadual da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo, quando comecei a conhecer os nossos colegas dos demais sindicatos e associações (quando percebi que muitos colegas, da primeira fase da associação, não mais estavam na ativa) e lá no Grande Hotel do Senac de Águas de São Pedro, defendi o nosso direito constitucional, e logo consegui colegas presidentes de outros sindicatos, inclusive de Bauru, os quais se manifestaram ao nosso favor e fomos admitidos como filiados a Federação naquela primeira reunião.

A peregrinação

Daquela viagem em diante, acabei percorrendo mais de 20.000 km nas diversas cidades do nosso Estado, inclusive São Paulo, Capital, a maior parte com o meu carro particular e uma pequena parte com o carro que eu utilizava da Garavelo (que empregava mais de 30 contabilistas em Lins), devidamente autorizado por quem de direito, mas pagando as despesas sempre pelo meu próprio bolso, exceto algumas reuniões convocadas pela Federação, quando ela reembolsava o hotel, e parte das refeições.

Ainda nesta fase, a minha preocupação era a de lutar pelo ideal profissional que tínhamos, aquele pequeno grupo inicial, de proporcionar para os contabilistas da cidade de Lins um Sindicato e também de colocar, mais uma vez nossa cidade no ambiente corporativo.

Também nesta fase tivemos problemas, mas eles logo perderam a importância diante do ideal comum, e se hoje nos lembramos deles é apenas por motivos históricos, e a realidade maior é que o Sindicato aí está, funcionando em pleno vapor.

Dos benefícios pessoais

Devo registrar que tudo isto, a luta em prol da associação e do sindicato foram altamente benéficos na minha vida pessoal e profissional pois me proporcionou cenários aos quais eu não teria tido acesso se não houvesse me atrevido.

  • Peço novamente desculpas aos amigos e colegas que não foram mencionados, e também por ter escrito na primeira pessoa do singular, mas tudo isto é representação da realidade dos acontecimentos.

Acabei me desligando tanto da associação como do sindicato por um motivo muito simples, qual seja de que o meu universo de exercício profissional passou a ser de 1994 para cá fora dos limites da nossa cidade, e então perdi a oportunidade de estar convivendo com os amigos e participando de forma ativa das nossas entidades, pela obrigação de estar sempre fora de Lins, e como ao longo do tempo a cidade de Lins, onde nasci, passou a ser apenas o meu dormitório de final de semana, também dela me desgarrei, mudando minha residência para Ribeirão Preto para ficar mais perto da economia da qual eu faço parte, e depois, mais recentemente, para a cidade de Bauru.

Conclusão

Finalmente, termino, sem ter esgotado o assunto, mas apenas o iniciado, e explico que o motivo destes meus escritos é que desde alguns anos atrás, comecei a registrar as situações profissionais e sociais das quais acabei participando de forma ativa, por vezes como protagonista, de áreas parciais da sociedade Linense, as quais pela correria do dia a dia estava no esquecimento, sem ser divulgado e então, desde o inicio deste ano decidi ir divulgando aos poucos, aquilo que eu considero que foi uma pequena contribuição do particular para nossa sociedade.

Como tenho o costume de escrever artigos, acabei escrevendo dois livros, um de contos e crônicas e outro de caráter religioso, e agora, estou cuidando de rever os artigos que escrevi ao longo destes 47 anos de profissão, para jornais e revistas, os quais estou colocando aos poucos em meu site que denominei sem muita razão de literário, onde depositarei também este artigo, tal qual já fiz com o primeiro sobre a associação.

Walmir da Rocha Melges – Publicado originalmente em 27 de outubro de 2012, e atualizado em 24.03.2018, versando sobre os primórdios do Sindicato dos Contabilistas de Lins.

Tags:

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados para Walmir Melges | Desenvolvido por Consultoria Marketing - Criação de site

DMCA.com Protection Status

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?