REVOLUÇÃO NO ENSINO

Quando falamos no ensino brasileiro normalmente três chavões afloram: (a) a culpa é do governo, que nada faz e não investe no setor; (b) a culpa é dos políticos, que prometem e não fazem; (c) a culpa é dos professores, que estão desatualizados e desmotivados.

E assim continuamos na mesma “lengalenga”, anos a fio. Debrucei-me sobre o assunto e acabei encontrando uma ideia que eu vejo ser possível e viável.

Podemos provocar uma revolução racional e produtiva no ensino brasileiro, e então, deixemos a especulação e a conversa de lado e passemos à ação.

Como tudo nesta vida há necessidade de se testar o experimento, o que no caso em tela serviria para formar o cabedal e capital intelectual inicial necessário e teste.

Sei que existem experiências folclóricas e exóticas bem como outras de excelente valor e intenções, dos mais variados tipos por esse Brasil afora, mas, infelizmente, tanto umas quanto outras, as quais não conseguem extrapolar os embriões e logo são relegados ao ocaso (também ao acaso).

Dentro de nossa ideia, falemos sobre a tese e concretamente, vamos escolher um Ministério que possa retirar recursos do seu orçamento e empregá-lo racionalmente nessa nova empreitada.

Sem nenhuma paixão, sugiro o Ministério da Justiça e os motivos desta escolha deixo a cargo daqueles que vão especular essa ideia de encontrar motivos positivos valiosos para tal escolha.

Em seguida, formemos um Conselho formado por Técnicos Administrativos e Especialistas dentre o quarto Escalão da República onde estão depositados os grandes operadores da nação em todas as áreas de governo, pessoas de alta formação técnica e responsabilidade social, os quais serão escolhidos sempre em dupla de cada secretaria e, para presidir esse Conselho chamemos o atual Presidente do Supremo Tribunal Federal, que já percorreu todas as etapas do aprendizado, da meninice a homem maduro, e cidadão altamente politizado.

Feito isto vamos encarregar esse plantel de notáveis, de formar a primeira leva de professores, não dentro do tom “caros professores estamos aqui para trocar experiência”, mas sim sobre o tom “caros professores estamos aqui para ensiná-los a nova missão de preparar a nova escola do futuro”.

É claro que primeiramente esse colégio de notáveis deveria preparar o gabarito que vai escolher os principais dentre os melhores professores de cada área de ensino e em seguida escolher uma escola em cada capital brasileira, ou outra cidade de cada Estado, para serem utilizadas como embrião.

O colégio de notáveis deverá se afastar de suas funções normais com o objetivo de preparar exaustivamente a nova leva de professores.

Formada a primeira leva de professores, estes iniciarão o novo ano letivo preparando a primeira turma no primeiro grau. No ano seguinte a mesma turma já no segundo ano do primeiro grau, o que significa que em quatro anos já haveria quatro turmas dentro do novo regime escolar.

A nova carga horaria deverá ser de oito horas diárias, e é claro que deverá abranger também as atividades recreativas e lúdicas.

Os alunos do segundo ano (como os demais sucessivamente) serão incentivados, e orientados a agirem como monitores parciais para as turmas mais novas, em todas as áreas nas quais cada um demonstre maior aptidão. Dentro desse processo os alunos que terminarem as oitavas séries do primeiro grau, serão automaticamente detentores de um alto conhecimento escolar e das atividades professoral, através de uma construção ideológica que deverá ser direcionada aos conhecimentos humanos, morais e profissionais dos bons doutrinadores.

Tais alunos, depois que cumprirem o segundo grau automaticamente serão professores experientes e em condições de substituir as levas de professores antigos que se aposentam.

E, assim aos poucos será aumentado o leque de novas escolas, ampliando o número de escolas “do futuro” ao longo do país, ressalvando que paralelamente a isto, seriam oferecidas oportunidades de treinamento e absorção de novos conhecimentos aos atuais professores, sem que o formato acima proposto possa representar nenhuma censura ou restrição aos atuais professores.

Certamente é um trabalho de folego.

 Walmir da Rocha Melges – 7 de março de 2013

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