Resignação

Ulysses Melges – Lins, maio de 1984

Resignação, tu és minha amiga,

Embora forçando a paciência que me castiga,

Mas está sempre a me ajudar.

És a única que me traz sempre calma e confiança,

Para que eu espere na tempestade, chegar a bonança,

E meus problemas insolúveis possa sanar.

Resignação és para mim a tábua da salvação,

Que quando vens unida com a fé, me traz a benção,

E não deixa submergir no desespero, minha alma,

És a minha companheira, em meus tormentos,

Iluminando minha mente, me traz alentos,

Para eu suportar, os vendavais com calma.

Resignação, assim como tens sido a fiel mestra,

Peço que permaneça a minha destra,

E nunca chegue a me deixar.

Em tu tenho encontrado o único abrigo,

Pelo caminho tortuoso em que sigo,

E abrigando em tua sombra, posso repousar.

Resignação; creio que por Deus fostes enviada

Deixando minha vida resguardada,

Sob a proteção da Divina Luz.

Para que meus passos sigam veredas certas,

E não desnorteadas, pelas miragens desertas,

E meus olhos, não fiquem vedados por um capuz.

Resignação, assim como guarda a minha alma,

Ilumine meu caminho, para eu seguir com calma,

E não andar tropeçando, sem alucinações,

Peço que me dê um leme, para seguir certo,

E não desenfreado, por este mundo aberto,

Ou por falta de fé, preso por grilhões.

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