PALAVRAS MÁGICAS MARCAM O FINAL DE 2014

Cada ano tem o seu verdor e ao final restam os acontecimentos que marcaram mais a mente dos habitantes de cada povo e para não ser diferente dos demais anos e povos o povo brasileiro vê o 2014 encerrar-se dentro da repetição cadenciada e repetida de palavras e termos que podemos considerar como mágicos, não da boa magia do encantamento, mas da péssima magia de algo que afligiu a todos e ainda não foi explicado, quiçá por não haver mesmo uma explicação lógica dentro da ordem social que deve imperar em toda civilização.

Ao lermos e ouvirmos todas as mídias destacam-se magistralmente palavras e termos que atemorizam a uns, causam maior sofrimento a outros e envergonham todos de uma forma geral, como “contratação sem licitação” e dizem que passou de 800.000 contratos desta forma, “aditivo contratual”, “sobrepreço”, “base aliada” e fica a indagação de a que tal base é aliada, “saco sem fundos”, “contabilidade folclórica” a par de contra as regras determinadas pelos mesmo entes que impuseram uma nova contabilidade e outras tantas maravilhas da modernidade eletiva conveniente e tergiversada das novas práticas da administração pública.

Outro dia ouvi dizerem que uns até estão com medo de responder, ao encontrarem conhecidos nos aeroportos, quando indagados para onde vão viajar, e respondem com vergonha, rapidamente e baixinho que vão para algum local “participarem de uma concorrência”, onde suprimem o nome da cidade, principalmente se ela se inicia com um “B”, e que outros, ao tomarem seus aviões para o exterior, se indagados se estão “levando dólares”, respondem rapidamente que apenas vão utilizar o limite legal do seu cartão de crédito ou de débito.

Realmente é uma mudança de hábitos gigantesca e espetacular, e aquilo que era normal para todos, como comprar alguns dólares para uma pequena viagem, virou a conjugação de um grande crime ou pecado social. Dizem que então, o comum ato de participar de uma licitação virou o início de uma grande suspeita onde os vizinhos terminam por deixar de conversar com licitantes apenas pelo medo irracional de que “eles podem estar no meio deles”.

Revolução de hábitos, de conceitos e má aplicação de palavras normais e boas, mercê a “boa aplicação” que uns poucos fizeram delas.

Walmir da Rocha Melges – 28 de dezembro de 2014

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