ONDE ESTÃO OS DOUTRINADORES?

Parece-nos que os doutrinadores, ou foram embora, ou desistiram de elaborar e propagar suas doutrinas ou cansaram-se de ver suas ideias não serem absorvidas nem aceitas pela sociedade e assim, pelo “andar da carruagem” desta mesma sociedade podemos inferir que ela revoltou-se contra si mesma e passou a seguir em grande parte aos antigos instintos da sobrevivência não importa à que custo.

Vimos livros serem escritos ao longo dos últimos cinquenta anos que apregoavam a “falência das elites”, a “falência da sociedade” e de forma concomitante a moral e os bons costumes serem pisoteados e abafados fazendo com que o “certo se torne errado” e o “errado se torne o certo” ou mesmo o aceitável e recomendado.

Analisando a história dentro do plano constitucional constatamos que a primeira constituição brasileira, editada em 1824 sofreu grande e decisiva influência da primeira constituição espanhola, escrita e aprovada na cidade espanhola de Cádiz no ano de 1912, a qual, muito embora tenha sido editada sem uma Declaração de Direitos, sancionada em nome de um rei absolutista Fernando VII, na época era prisioneiro na França, foi tida como uma Constituição Liberal, totalmente inspirada nas ideias e ideais iluministas de Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Buffon, dentre outros, os quais criaram o conceito de que “a ignorância o esquecimento e o menosprezo dos direitos do homem são as únicas causas da desventura pública e da corrupção dos governos”, como também que toda sociedade em que “a garantia dos direitos não está assegurada nem determinada a separação dos poderes, não há Constituição.

Tais princípios deu início ao período do constitucionalismo espanhol o qual influenciou fortemente a Constituição de Portugal de 23 de setembro de 1822, a mesma na qual os brasileiros foram beber para elaborar a primeira constituição brasileira decretada de 25 de março de 1824.

Analisando os acontecimentos da última eleição majoritária podemos perceber grandes mudanças ideológicas no plano dos dirigentes do país, que migraram das ideologias doutrinárias calcadas sobre a moral e a ética, e centraram toda atenção naquilo que temos chamado de “Ética da Conveniência” onde os ideais passaram a tergiversar sobre a “desconstrução de pessoas, fatos e ideais”, como também a aplicação das “técnicas da desinformação”, tudo isto em prol de se conseguir uma vitória à qualquer custo.

Walmir da Rocha Melges – 26 de dezembro de 2014, citando Carlos Fernando Mathias de Souza – Unilegis (Revista Espanha Hoje).

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