Observador da humanidade

Walmir da Rocha Melges – Publicado originalmente em 11 de agosto de 2012.

Tenho escrito, desde 1970, contos, causos, cartas sobre assuntos pontuais e crônicas, bem como artigos para jornais e revistas, de ordem técnica, normalmente focados no âmbito gerencial e no social, especificamente no exercício do cidadão, e estes (artigos) foram publicados em jornais como A Gazeta de Lins, Tribuna, O Imparcial de Ribeirão Preto, A Comarca de Araçatuba, O DCI (âmbito nacional), O Debate, Correio de Lins, A Gazeta de Santa Rita do Passa Quatro, e muitos outros jornais; como também na Revista Contabilidade do Conselho Regional de Contabilidade, Revista Filantropia, Revista da Rodonal (Transportes).

Lembro-me que o gosto pela escrita iniciou-se ainda no curso primário, no grupo escolar, onde uma professora sempre trazia uma grande gravura, que fixava no quadro negro e informava: Pessoal! Hoje vamos compor uma história a vista desta gravura, e normalmente o meu trabalho estava entre os primeiros lugares, em muitos, em primeiro lugar.

Adquiri então, desde aquela época a observar, registrar na mente e relatar, e este ato me levou a utilizar desde alguns anos para cá, um título de “Observador da humanidade”, de onde tiro informações realmente úteis, que utilizo para reflexão e escrita.

Esta facilidade de ver, entender, registrar, refletir, racionalizar, e relatar foi e é muito importante na minha vida profissional, onde como profissional das lides contábeis e gerenciais, sou obrigado a vestir várias camisas, como a do perito contador, perito judicial, consultor, auditor independente, assessor, e professor em seminários profissionais (CRC SP e outros).

Observo então, atos, fatos, acontecimentos noticias e comportamentos, os quais me levam a estudar continuamente, inclusive sobre filosofia e áreas assemelhadas.

Neste contexto todo descobri há tempos que tenho a facilidade de não somente “desmontar o carrinho” (dissecar um problema), como também, montá-lo em seguida de forma que funcione normalmente, e em seguida, escrever o “Manual de Instruções sobre o Desmonte e a Operação do Carrinho”, o que é primordial para as funções que exerço.

Escrevi um livro com os contos, as crônicas, cartas, causos e histórias que fui acumulando, e quando decidir ver a sua publicação percebi que existem hoje milhares de escritores melhores que eu na arte de escrever, e na escolha dos temas que são digeridos mais facilmente pelos leitores, e diante disto decidi socializar (distribuir) meus escritos através do meu site literário blog.walmirmelges.com.br, mesmo porque já tinha há muito a consciência de que este viés da minha personalidade não iria me proporcionar lucros, uma vez que não penso em escrever aquilo que é considerado comercial, mas sim, escrever o produto das minhas observações da vida.

Sou, então, um mero “observador da humanidade” tal qual milhares de outros somente no nosso país. Não tenho, nem tive, a pretensão de se equiparar, nem se comparar com um Cícero, um Platão, os quais discorreram de forma DOUTRINÁRIA, inovadora e criadora, de várias ciências, as quais, dele beberam; mas pelo menos, fujo do usual, pois a pare refletir sobre minhas observações, discorro e registro sobre elas.

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