O vento, a chuva e o frio (Instantâneos pessoais)

O vento chegou tarde hoje, por volta das 06:30hs da matina e ao passar uivou um pouquinho na minha janela, mas como havia vindo de ônibus, era passageiro e logo foi embora deixando em seu lugar uma fininha chuva recém-nascida, frágil e tímida que logo retornou ao seu legítimo lugar junto às nuvens para revigorar-se e fortalecer, mas, logo encorpada e fortalecida, e vendo meu genro correr, destemidamente, com camiseta fina e sem guarda-chuvas até a padaria da esquina, decidiu descer, forte, grossa e volumosa, primeiro batendo suas grandes pedras na minha janela aqui em cima, como que me avisando, e em seguida, encharcando o destemido lá em baixo. Coitado do Imerson exclamou minha filha!

Como a chuva gosta de deixar presentes, principalmente nesta época do ano, logo foi embora deixando no seu lugar intenso frio que percorria todos os nervos do meu corpo e então, eu, terminando de tomar meu pequeno café da manhã, mais que depressa me alonguei em direção ao meu cantinho lá no meu quarto, onde pacientemente me aguardava, quentinho, meu cobertor.

WALMIR DA ROCHA MELGES – 11 de julho de 2015

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