O batismo é de Deus ou é do homem?

BOM, disse o bondoso padre para aquele casal que compareceu na secretaria da paroquial com uma linda criança de cinco meses naquele lindo dia primaveril de sábado: “para vocês batizarem seu filho na NOSSA religião é necessário que os pais já sejam batizados, ou tenham casado na NOSSA religião”.

O jovem casal ouviu sem nenhuma surpresa esta informação, mas haviam decidido que era necessário PROTESTAR quanto ao assunto, pois afinal de contas eles, muito embora tivessem se batizado e casado em uma outra religião há mais de cinco anos atrás, haviam se convertido ao catolicismo há quase três anos, tendo demonstrado o fervor e a dedicação necessária em todos os domingos e já se consideravam CONVERTIDOS naquela religião, pois os seus corações assim o propalavam.

Em seguida aquele casal ouviu que esta cena – a decisão de conversão em determinada religião não é privilegio de acontecer somente na Igreja Católica, e que era uma “decisão divina”, e o casal iria se deparar com a mesma situação em qualquer das outras religiões.

Diante de tudo isto, o casal acompanhado da linda criança – inocente no meio da decisão religiosa – pensando com seus botões: São todos iguais! Que absurdo, não perceberam ainda que o batismo é uma concessão divina? Não perceberam que os escritos da Bíblia Sagrada dizem respeito tão somente ao ato de AMAR E ACEITAR SOMENTE DEUS UNO?

Frustrados pensavam sobre o que fazer para vencer esta barreira que cada religião, seita ou doutrina possui de “achar” que somente ela – não as outras – possuem uma franquia universal, concedida por Deus, para ministrar os sacramentos divinos.

Como o jovem casal havia terminado a universidade, onde formaram-se com louvor, um em pedagogia e a moça em filosofia, pensavam sobre a curiosidade de tudo, qual seja, a particularidade do “meu rito é único”, que também predomina dentre as correntes filosóficas, de admitirem neófitos em suas agremiações através de uma cerimônia de batismo ou iniciação, e se confortavam pensando que, pelo menos as escolas filosóficas impõe, aos neófitos, apenas uma obediência ao estudo e a manter uma postura social  compatível, e em algumas delas, a exigência da crença em DEUS.

Mas, afinal de contas o que o jovem casal necessita realmente é que aquela linda criança seja batizada perante Deus, e então, seguem a sua peregrinação, o que certamente os levará para uma outra religião onde passarão por período probatório que possa comprovar, primeiro a sua conversão, para depois, ver concedido para a linda criança, AQUILO QUE O PAI CELESTIAL DEIXOU DE GRAÇA, DE FORMA INCONDICIONAL para todos.

Penso que o dia em que as religiões solucionarem este imbróglio, aceitando que o batismo é CONCESSÃO DE DEUS, certamente o MUNDO poderá se considerar MAIS EVOLUÍDO. E o que acham vossas majestades?

Walmir da Rocha Melges em 9 de fevereiro de 2013

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