Mãe – Dedicado à sua filha Edith

Mãe

Ulysses Melges – 1979

 

Mãe, até onde vai teu amor, não sei,

Mas prometo que um dia eu pagarei,

Com a mesma intensidade, com o mesmo amor.

Não serás tu, que receberás o pagamento,

Mas apenas isto, é que muito lamento,

Posso mesmo jurar, que seus netos receberão o penhor.

Com muitas lutas, deste-me carinhos e atendimentos,

Mas tudo isto, não vai ficar vago em meu pensamento,

Depositarei em custódia, no meu próprio coração.

Comprometendo a pagar na hora oportuna,

Não deixarei que o vento leve, como faz com a duna,

E venha a desaparecer de minha recordação.

Nunca esquecerei, o que me deixou gravado na alma,

Das horas de trabalhos, em noites tempestuosa ou calma,

Renunciando teu repouso, para zelar por mim.

As preocupações que passava quando eu estava doente,

Tudo ficou gravado como uma fita em minha mente,

Dos teus cuidados que era como o infinito, que não tem fim.

Mãe, estas linhas que hoje dedico a você,

Deixa-me esperando pelo futuro, e dos tempos fico a mercê,

Aguardando a hora, em que o Senhor determinar meu dia.

E ei de pagá-la, quando minha hora chegar,

Talvez em dobro, se assim Deus me escalar,

Porque é só com a mesma moeda, que se recompensaria.

Este poema foi escrito para Ana Carolina entregar para sua mãe Edith.

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