ERRO HUMANO E OS QUATRO NÍVEIS DO CONHECIMENTO

Erro Humano e os quatro níveis do conhecimento: O estudo sobre a motivação por detrás do erro humano, principalmente daquele que produz efeitos negativos e maléficos à humanidade, seja ao indivíduo, à família, ao meio empresarial e à sociedade, sempre tirou o sono dos pensadores em busca de entender quais são os fatores que provocam a sua ocorrência. Veja ao final, qual foi a minha motivação e quando ocorreu a conclusão das minhas reflexões. O estudo sobre o erro humano está escrito na primeira pessoa do plural por ter sido esta a forma como originalmente eu versei, e, agora atualizei.

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Erro Humano

INTRODUÇÃO

Inicialmente queremos estabelecer a hipótese de que sob um enfoque da consciência humana – ou melhor, dizendo de conscientização do ser humano – coexistem no universo do conhecimento humano, quatro níveis distintos de limitação, os quais devem ser apresentados ao ser humano, para que ele possa utilizá-los produtivamente; dois níveis ligados à consciência do ser humano (ou seja, os conhecimentos que ele têm e sabe que têm ou os conhecimentos que ele não tem e sabe que não tem); e os outros dois níveis ligados à inconsciência (ou seja, o conhecimentos que ele tem e não sabe que tem, e conhecimentos que ele não tem e não sabe que não tem).

Por sua vez, estes níveis, agrupam-se em dois ambientes, o primeiro ligado à consciência da mente humana, ou seja, todas aquelas informações, dados, experiências, fatos e fenômenos, controlados de forma deliberada pelo espírito do ser humano, sobre os quais ele detém o controle e que, portanto são racionais [ligados à consciência]; e o segundo grupo, ligado à inconsciência da mente humana, ou seja, todas as informações, dados, experiências, fatos e fenômenos, que não são controlados de forma deliberada, mas que agem no subconsciente, de forma instintiva, independente da vontade do ser humano.

Desenvolvemos esta linha de raciocínio, quando tentávamos entender uma coisa aparentemente simples, que é o ERRO HUMANO, ou as INCONFORMIDADES, como está sendo referido nos programas da qualidade, de auditoria e de perícias e investigações; tão presentes na nossa vida, seja nas atividades pessoais, sociais, econômicas, técnicas, e responsável, como erro humano, pelos problemas com os quais convivemos no dia a dia, de forma tão importante, que centraliza as atenções dos dirigentes, estudiosos, meios de divulgação de notícias; os quais analisam e noticiam desde problemas econômicos, brigas partidárias, até as mais simples mazelas sociais, pessoais e conjugais.

Quanto mais pensamos no ERRO HUMANO, e tentamos entender seu nascimento, suas razões, e compreender a sua existência, percebemos que na realidade, para evitá-lo, devemos estudar a sua origem, pois “no cerne da sua origem, encontraremos não somente dados concretos, mas também os fatores conceituais e culturais que deram origem ao erro”, e da descoberta e identificação destes fatores, podemos “desenvolver formas de atuação e a criação de ferramentas que venham auxiliar a diminuição ou mesmo que sejam evitados”. erro humano.

EFEITOS PRÁTICOS DO ESTUDO

Como efeito prático e produtivo, imaginamos que a utilização deste conceito poderá criar um estado de conscientização, favorável ao desempenho cotidiano das ações pessoais, sociais, econômicas e técnicas, com menores índices de erros humanos.

Assim, em um esquema Cartesiano, em busca da solução contra o erro humano, podemos localizar [dividir] os níveis do conhecimento humano:

Primeiramente, vamos discutir o ambiente ligado à consciência, ou seja, os dois níveis cujos conhecimentos são conhecidas de forma concreta pela maioria dos seres humanos.

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Erro Humano

TUDO QUE EU SEI QUE SEI

Este nível é depositário de todo conhecimento e experiência adquirida de forma vivenciada, ou sejam as experiências sofridas, ou realizadas, ou ainda adquiridas de forma emprestada, acumuladas de forma visual e ou auditiva, assimilada pela leitura, pela escuta ou ainda como mero espectador, como por exemplo:

– Eu sei que sei andar de bicicleta;

– Eu sei que sei nadar em piscinas;

– Eu sei que sei utilizar o computador; etc.

TUDO QUE EU SEI QUE NÃO SEI

Trata-se da conscientização das limitações do ser humano, ou seja, a consciência dos conhecimentos e experiências que ele sabe que não tem, não vivenciou e não assistiu, como por exemplo:

– Eu sei que não sei pilotar um helicóptero;

– Eu sei que não sei como saltar de paraquedas;

– Eu sei que não sei falar a língua alemã; etc.

Do ponto de vista de sobrevivência e desenvolvimento do ser humano, a existência desta consciência pode ser utilizada de forma positiva como alavanca para o progresso, pois se eu sei que não sei executar alguma tarefa, ou que não tenho determinado conhecimento, posso desenvolver atitudes e aprendizados que venham suprir minhas deficiências e prover minhas necessidades.

Vamos discutir agora, o ambiente ligado à inconsciência, ou seja, os dois níveis cujos conhecimentos e informações não são conhecidas do ser humano, ou melhor, não estão presentes no consciente de forma concreta da maioria dos seres humanos.  Estes níveis guardam entre si um paradoxo.

TUDO QUE EU NÃO SEI QUE SEI

Relacionamos neste nível todos os conhecimentos utilizados instintivamente pelo ser humano no decorrer de algum acontecimento, os quais estão depositados em seu subconsciente, sem que ele tenha consciência de tal saber.

A maioria das pessoas, face à determinada ação reage, e depois da reação, estranham que tenham agido daquela forma (principalmente quando colocadas sob forte pressão psicológica).  Inúmeros exemplos são colocados à divulgação, como pessoas que diante de situações catastróficas, conseguem oferecer auxílio aos mais necessitados, servindo-se de artifícios comuns apenas a experimentados profissionais. Ou ainda de pessoas que face a um a circunstância inusitada apresentam soluções inimagináveis.

A situação é perfeitamente conhecida, existindo pequenos fatos no dia a dia de todas as pessoas, onde após tomar determinada decisão, elas surpreendem-se pensando “ora, eu não sabia isto, como fui acertar?”.

Conceitualmente, a existência deste nível de conhecimento (e que no caso em tela não vem ao caso discutir como é formado) é benéfica ao ser humano, na medida em que o ajuda a solucionar problemas, mesmo nos casos em que de princípio ele imagine que não possui os conhecimentos necessários para a solução. Assim sendo, os conhecimentos existentes neste nível não atrapalha o ser humano, mas sim o auxilia.

TUDO QUE EU NÃO SEI QUE NÃO SEI

Trata-se do nível mais nebuloso do conhecimento humano, qual seja a falta de consciência, do ser humano, de que existem coisas que ele não sabe, que não é do seu domínio

Trata-se do nível de mais difícil conscientização, pois como explicar a alguém que existe algo que ele não sabe, se ele nem ao menos sabe que não sabe, mesmo porquê todos, diante daquilo que não sabem que não sabem, não conseguem motivar-se.

Mas é neste nível, verdadeira terra de ninguém, onde podemos encontrar o nascedouro da maioria dos erros humanos. Diante do desconhecido, alguns agem como se fossem corajosos, quando na realidade apenas são temerários; e justamente da temeridade é que nascem os desvios que, quando positivos beneficiam a humanidade e quando negativos, apenas revelam a estranha e indesejável face do erro humano.

Pode-se perguntar sobre o motivo pelo qual falamos do erro, quando todas as correntes de pensamento nos ensinam que o certo é enaltecer os acertos, que farão com que os erros sejam subjugados e minimizados. Inicialmente, devemos salientar que não fazemos a apologia do erro!  Apenas acreditamos que devemos estuda-los o mais aprofundadamente possível, no sentido de conhecê-los melhor, identificá-los, para posteriormente analisar o seu nascimento, suas causas e efeitos, pelo prisma do conhecimento e da consciência deste fato, em busca de uma maior eficiência e eficácia, mormente nos campos sociais e econômicos, que são aqueles que impactam de forma direta a continuidade da humanidade.

Acreditamos também, que mesmo em uma corrente positivista, onde de uma forma puramente motivacional fazemos o apanágio dos acertos humanos, devemos estudar o erro humano, de forma a minimizá-lo ou mesmo evitá-lo, pois a realidade é que todos somos protagonistas do fato, ou subordinados de suas consequências; ou seja, estamos todos sujeitos à ação desconfortável ou nefasta do erro humano.

CONCLUSÃO

Segundo os estudiosos, o erro humano pode ser explicado como a interferência, num ato intencional, de um outro acidental e aparentemente sem propósito, produzido pelos mecanismos de um desejo inconsciente, cuja intenção primária é levar a cabo esta realização acidental; conceito que podemos sintetizar como um “ato falho”, ou ainda a falta de ação, exercida de forma premeditada ou não intencional, que causa efeitos positivos e ou negativos ao meio.

Ele, erro humano, é resultante de atitudes ou falta de atitudes, que preveem acertos, sejam eles bem ou malsucedidos, pouco importando o resultado, e sim a disposição em praticar o acerto; e segundo sua ação, podemos tipificá-lo como erro Consciente, premeditados, objetivando o bem (tentativa de produzir benefício), ou objetivando o mal (dolo, má fé etc.), ou ainda, involuntário, inconsciente.

MINHA MOTIVAÇÃO NO ESTUDO

À época em que formulei o presente estudo, especificamente nos idos de 1992-1993, eu já havia passado por várias experiências profissionais e sociais [veja meu currículo] e me deparado com situações que causaram o meu interesse em descobrir as origens dos males que acometem as pessoas, a sociedade, ao meio empresarial, à humanidade de forma geral, bem como o porque “as empresas quebram”, os “grandes conglomerados desaparecem”, as “pessoas modificam, ou parecem modificar os seus comportamentos”, tudo isto dentro da hipótese de que “algo ocorria” e prejudicava a sociedade em geral dentro do contexto do  erro humano e os quatro níveis do conhecimento.

Autor:

Walmir da Rocha Melges – (http://www.facebook.com/walmir.melges)

Estudo sobre o erro humano terminado em novembro de 1993, e publicado originalmente em 09.01.1999 no site http: //www.wrm.cnt.br/ artigos.html

Publicado posteriormente na Revista T&D – Treinamento e Desenvolvimento, Edição 90, Ano VIII, Junho/2000

Colaborou na conclusão: José Ivan Abeid Viveiros.

Atualizado contextualmente, mantendo a originalidade, por várias vezes, inclusive nesta data [novembro de 2017].

PLÁGIO SOFRIDO PELO AUTOR, sem sua autorização, por:

Artigo plagiado: Erro humano e os quatro níveis do conhecimento.

BETO RUGGIERO em 20/02/2013 às 08:14:34, que apenas efetuou meia dúzia de linhas introdutórias no seu artigo denominado: Autoconhecimento: você tem ideia de como funciona? e em 22.09.2015 no sítio: http:// portal.abtd.com.br / Blog/Beto-Ruggiero.html

NICOLAU SCHWEZ em seu trabalho “O EDUCADOR CONTÁBIL FRENTE AO USO DE NOVOS MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO PARA A FORMAÇÃO DO CONTADOR APLICÁVEIS AO CURRÍCULO” – ÁREA 4: EDUCAÇÃO – SUBTEMA: 4.1. A FORMAÇÃO DO CONTADOR PÚBLICO INTERAMERICANO. – PARA UM CURRÍCULO HOMOGÊNEO, composto por apostila de 20 laudas apresentado na XXX Conferência Interamericana de Contabilidade, às fls. 08, item 2.2.2, intitulou OS NÍVEIS DO CONHECIMENTO HUMANO CEREBRAL e TRANSCREVEU, INDEVIDAMENTE, de forma literal, meu infográfico e as minhas palavras centrais do meu tema: Erro humano e os quatro níveis do conhecimento, sem, no entanto, CITAR A FONTE, muito embora tenha me incluído no item 17 da folha 16, como BIBLIOGRAFIA.

AUTORIZAÇÃO:

Por representar propriedade intelectual, fica autorizada a reprodução, desde que mantidas de forma expressa a autoria, na forma da lei, e no formato utilizado nos meios acadêmicos e editoriais comerciais: Erro humano e os quatro níveis do conhecimento.

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