Efeitos da Fadiga midiática: desnuda e revela problemas sociais

Efeitos da fadiga midiática covidiana

Segundo alguns grandes jornalistas [não apresentadores de TV] de grandes órgãos da imprensa internacional esta pandemia covidiana produziu um efeito negativo no ramo das comunicações e então todos estamos “fatigados” pela repetição, até necessária, da mesma notícia dentro de uma grande miríade de focos.

É claro que não podemos reduzir a importância do bom jornalismo e da boa comunicação, nem muito menos da boa notícia pois tudo isto nos ofereceu um grande e rápido aprendizado não somente em termos do “COVID 19” como também trouxe à lume outros problemas que estavam por debaixo do tapete.

Efeitos

Dentre os problemas brasileiros, que hoje conhecemos mais de perto e que devem ser objeto de reflexão geral do povo brasileiros, destacam-se alguns mais cruciais:

* O problema que continua como campeão de audiências é a “continuidade” da CORRUPÇÃO onde novos atores se revelaram, novas operações foram encetadas e o pior é a demonstração de “teimosia e desprezo” às leis legais, sociais e a demonstração de contumácia contra a sociedade. Não tenho condições nem posso me atrever à tanto – emitir julgamento sobre o assunto – porém o que ouvimos pela mídia parece indicar que exista uma sensação ou certeza de impunidade por parte desta sociedade em especial.

* Revelou-se o fato de que nossa sapiência social – mundial – beira a “incipiência insuficiente” [duas palavras redundantes apenas para forçar um pouco a forma de expressão]. Como aparentemente não foram utilizados métodos estatísticos e práticas operacionais das pandemias anteriores como princípios norteadores das ações de enfrentamento da praga, ficam algumas impressões:

[a] Nada foi coligido do passado e sistematizado que pudesse servir de “lições para o futuro”.

[b] Se houveram não foram estudadas as estatísticas e formas de ação de enfrentamento.

[c] Possível existência de novos fatores que possam ter impedido o uso do estudo das pandemias anteriores.

[d] Surgimento de indagações sobre a efetividade em relação à existência e utilidade de um órgão como a ONS e suas filhas nacionais e setoriais.

* Foi desnudada e colocada à público a falta que nosso país tem em relação aos investimentos nos setores científicos de pelo menos os últimos 20-30 anos durante o qual a pesquisa científica foi relegada ao esquecimento tamanho foi o seu abandono.

* Materializou-se e cristalizou-se de forma redundante e estrondosa os efeitos maléficos da falta de investimento governamental durante o período já citado em ações de proteção e manutenção da saúde pública brasileira, investimento este que foi afetado e contaminado pelas “boas práticas de ações corruptoras” já noticiadas à exaustão pela mídia.

Concretizou-se algo que infelizmente não se vê “ser colocado em discussão”:

Nossa economia não é suficiente para a produção de novas riquezas que possam suportar o nosso crescimento populacional, nem os grandes benefícios – até necessários – daquilo que é considerado como CONQUISTAS SOCIAIS advindas das novas práticas relacionadas na nossa Constituição de 1988.

Ocorre que em um país, como em qualquer família, existe um fator preponderante e anteriores à qualquer benefício que se pretenda conseguir ou conceder.

Este fator é um balanceamento econômico que comprova a necessidade de se ter NOVAS RIQUEZAS antes de se aprovar qualquer NOVO BENEFÍCIO.

As gerações de cidadãos que hoje estão com 60-70 anos certamente se lembram que somente podiam “comprar uma alpargata Roda nova” desde que alguém da família tivesse “dinheiro em caixa” sobrando, caso contrário, “andava-se de alpargatas velhas e furadas”.

Traduzindo os graúdos em miúdos isto nos leva pensar de forma crítica que a área política, no afã de conseguir manter o seu eleitorado concedeu benesses sem se preocupar se “havia fundos” para a satisfação financeira daqueles benesses, e que, de outro lado, o governo não foi suficiente responsável como gestor de dinheiro público para prover políticas econômicas desenvolvimentistas que pudessem gerar novos recursos para as fazer frente às novas concessões, ou ainda, adotar políticas que pudessem minimizar e alongar as concessões.

Conclusão

Com tudo isto, junto e misturado, ocorre o que o dito popular apregoa como “em casa que falta pão, ninguém tem razão”, e como disse na abertura o objetivo deste tema é que possa servir de reflexão geral pois somente existe uma solução para tais problemas, qual seja o fruto positivo da opinião pública concretizada no voto popular.

Walmir da Rocha Melges – 27.09.2020

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