DÉBITOS E CRÉDITOS – O MUNDO É CONTÁBIL

Luca Paciollo é considerado o Pai da Contabilidade por ter concebido os registros contábeis dentro do eterno movimento da humanidade, aquele consolidado dentre as religiões, de que “a todo débito, corresponde um ou mais créditos, de igual valor”.

Como ele era religioso – Frei ou Frade – certamente se inspirou nas Escrituras Sagradas, a qual preconiza que devemos persistir em oferecermos prova da nossa dedicação à Deus (nosso débito), que ele nos concederá um crédito na vida eterna.

Assim, na medida em que pagamos a conta de luz, recebemos o nosso crédito em energia elétrica para nosso uso diário, e não importa quantos aparelhos utilizemos, a somatória de todos consumos (créditos) destes aparelhos, sempre será, exatamente igual ao preço debitado (débito) na nossa conta de luz.

Este é, além de um princípio contábil, também o mesmo princípio que norteia as relações humanas e as relações comerciais, as políticas, etc.

Você concede um débito, o seu voto, ao seu político, e fica no aguardo que ele em contrapartida, conceda um crédito, e é uma pena que mercê as idiossincrasias humanas, os interesses difusos e as tergiversações, nem sempre o eleito consegue o pagamento ou ressarcimento do seu voto (débito, ficando, eternamente com um crédito a receber do seu político, porém, muito embora meu exemplo da eterna relação de débito x crédito tenha s centrado no voto do eleitor, não estou falando hoje de política, mas sim de economia e mercado, nos quais existem a maior variedade de tergiversações e interesses que causam a falta da correspondência à cada débito registrado.

Walmir da Rocha Melges – 7 de novembro de 2014.

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